Disfunção erétil

      A disfunção erétil  (DE) é definida como a incapacidade de alcançar e / ou manter a ereção com rigidez e duração suficientes para permitir um desempenho sexual satisfatório.

      A prevalência da DE aumenta com a idade e sabe -se que até 50 % dos homens acima de 50 anos possuem algum grau de disfunção erétil. O silencio e a vergonha sobre o assunto pode levar muitos homens a se conformar com situação, não procurando atendimento médico, trazendo prejuízos a sua vida sexual e conjugal.

      Existem vários fatores de risco envolvidos além da idade, os principais são hipertensão arterial, diabetes, dislipidemia, doença cardiovascular, obesidade, tabagismo, síndrome metabólica, sedentarismo, lesão da medula espinhal, ansiedade, depressão, certos tipos de medicamentos, doenças neurodegenerativas, insuficiência renal, tratamento do câncer de próstata e trauma perineal contuso ou pélvico.

      Durante a história, uma sucessão infindável de tratamentos têm sido utilizados para suplantar o problema. Desde 2000 anos a. C.. alguns papiros egípcios já continham receitas específicas para curar a impotência sexual . Em referências bíblicas a disfunção erétil era descrita como castigo ou punição para o homem adúltero ( Gênesis,20:3). Na idade média, era atribuído aos efeitos de bruxaria ou posseção demoníaca, como se constata pela citação de Tomás de Aquino, ‘’ A fé católica ensina ambos que existem demônios e que pelos seus feitos, podem infligir injúrias no homem e impedir a cópula carnal.’’

      Normalmente, o suprimento sangüíneo ao pênis vem da artéria pudenda interna, que se ramifica a partir da artéria ilíaca interna, embora haja frequentemente circulação colateral com ramos pudendos acessórios, decorrentes de outras artérias pélvicas, como o ilíaco externo, obturador, vesical e femoral.  A artéria pudenda interna eventualmente se torna a artéria peniana comum, que então se ramifica em artérias dorsais, bulbouretrais e cavernosas. A artéria dorsal supre a glande, e a artéria cavernosa é responsável pela ereção, pois fornece sangue aos corpos cavernosos preenchendo todas as artérias ramificadas, tecido erétil trabecular e os sinusóides alojados como uma matriz de tecido erétil elástico dentro da túnica bicamada cilíndrica albugínea. 

      O tratamento da DE geralmente segue uma progressão gradual, desde estratégias não invasivas, como correção dos fatores  orgânicos e psicogêncos  envolvidos ,  modificações no estilo de vida e medicações orais, bombas a vácuo, drogas intracavernosas e até a colocação cirúrgica de próteses penianas para doença refratária grave. O importante é ter sempre um acompanhamento urológico para identificar  e corrigir as causas, assim com a busca pelo melhor tratamento.

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