Câncer de Próstata

A próstata é uma glândula que só o homem possui e que se localiza na parte baixa do abdômen. Ela é um órgão muito pequeno, tem a forma de maçã pesa em torno de 20 a 30 gramas normalmente e se situa logo abaixo da bexiga e à frente do reto. A próstata envolve a porção inicial da uretra, tubo pelo qual a urina armazenada na bexiga é eliminada. A próstata produz parte do sêmen, líquido espesso que contém os espermatozóides, liberado durante o ato sexual.

 

No Brasil, o câncer de próstata é o segundo mais comum entre os homens (atrás apenas do câncer de pele não-melanoma). A estimativa, segundo o Instituto Nacional do Câncer é de ter 68.220 de novos casos em 2018. Em valores absolutos e considerando ambos os sexos é o quarto tipo mais comum. No Brasil infelizmente ainda cerca de 25 % dos portadores de câncer de próstata ainda morrem da doença e 20 % dos pacientes que são diagnosticados com câncer de próstata já estão em um estádio clínico considerado avançado.

 

Mais do que qualquer outro tipo, é considerado um câncer da terceira idade, já que cerca de três quartos dos casos no mundo ocorrem a partir dos 65 anos. O aumento observado nas taxas de incidência no Brasil pode ser parcialmente justificado pela evolução dos métodos diagnósticos (exames), pelo melhor entendimento dos homens da necessidade de rastreamento e detecção precoce da doença, pela melhoria na qualidade dos sistemas de informação do país e pelo aumento na expectativa de vida.

Alguns desses tumores podem crescer de forma rápida, espalhando-se para outros órgãos e podendo levar à morte. A grande maioria, porém, cresce de forma tão lenta que não chega a dar sintomas durante a vida e alguns casos podem ser indolentes e não ameaçar a saúde do homem. O grande problema é quais dos pacientes portadores de câncer de próstata irão desenvolver a forma agressiva da doença?  Ainda não existe um resposta pra essa pergunta ou um marcador tumoral que consiga diferenciar esses casos.

Já está comprovado que uma dieta rica em frutas, verduras, legumes, grãos e cereais integrais, e com menos gordura, principalmente as de origem animal, ajuda a diminuir o risco de câncer, como também de outras doenças crônicas não-transmissíveis. Nesse sentido, outros hábitos saudáveis também são recomendados, como fazer, no mínimo, 30 minutos diários de atividade física, manter o peso adequado à altura, diminuir o consumo de álcool e não fumar.


A idade é um fator de risco importante para o câncer de próstata, uma vez que tanto a incidência como a mortalidade aumentam significativamente após os 50 anos.

 

O histórico familiar também é importante. Indivíduos que possui o pai ou irmão ( parentes de primeiro grau)  com câncer de próstata antes dos 60 anos tem maior risco de ter a doença de 3 a 10 vezes comparado à população em geral, podendo refletir tanto fatores genéticos (hereditários) quanto hábitos alimentares ou estilo de vida de risco de algumas famílias. Indivíduos da raça negra tem 3 x mais chance de desenvolver câncer de próstata do que o homem branco.

 

Em sua fase inicial, o câncer da próstata tem evolução silenciosa. Muitos pacientes não apresentam nenhum sintoma ou, quando apresentam, são semelhantes aos do crescimento benigno da próstata (dificuldade de urinar, necessidade de urinar mais vezes durante o dia ou a noite). Na fase avançada, pode provocar dor óssea, sintomas urinários ou, quando mais grave, infecção generalizada ou insuficiência renal.

 

Para doença localizada, cirurgia, radioterapia e até mesmo observação vigilante (em algumas situações especiais) podem ser oferecidos. Para doença localmente avançada, radioterapia ou cirurgia em combinação com tratamento hormonal têm sido utilizados. Para doença metastática (quando o tumor original já se espalhou para outras partes do corpo), o tratamento de eleição é a terapia hormonal.


A escolha do tratamento mais adequado deve ser individualizada e definida após discutir os riscos e benefícios do tratamento com o seu médico.

 

O rastreamento do câncer de próstata pela Sociedade Brasileira de Urologia deve ser realizado a partir de 45 anos de forma anual caso o paciente tenha algum fator de risco e a partir dos 50 anos para todos os homens. É feito exame clínico (toque digital da próstatal) combinados com o resultado da dosagem do antígeno prostático específico (PSA, na sigla em inglês) no sangue.

 

 

Caso um ou os dois exames estejam alterados deve-se prosseguir a investigação diagnóstica   com biópsia prostática transretal. O diagnóstico de certeza do câncer é feito pelo estudo histopatológico do tecido obtido pela biópsia da próstata. O relatório anatomopatológico deve fornecer a graduação histológica do sistema de Gleason, cujo objetivo é informar sobre a provável taxa de crescimento do tumor e sua tendência à disseminação, além de ajudar na determinação do melhor tratamento para o paciente.

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